Celebra-se o debate sobre Lusofonia no salão nobre da Junta de Freguesia da cidade da Maia.

Eunice Mendoça (Portugal). No ano em que se comemoram os 500 anos da primeira viagem de circum-navegação de Fernão de Magalhães, refletiu-se sobre Lusofonia, no salão nobre da Junta de Freguesia, da cidade da Maia.

O debate desenrolou-se em torno da importância da nossa cultura e, em especial, da nossa língua, a quarta mais falada no mundo. Ela é também a terceira língua europeia global e a língua mais falada no hemisfério sul: Podemos considerá-la um orgulho nacional? Defendê-la é um imperativo cultural? Como fazê-lo? – Eis algumas das questões, lançadas no início da sessão, às quais foram sendo dadas respostas e apontadas sugestões, no decurso dos trabalhos.

Assumiu-se que, para afirmar a importância da língua portuguesa no mundo é, desde logo, imprescindível, fortalecer as relações entre os povos lusófonos, especialmente ao nível das camadas mais jovens, que são quem, de modo mais decisivo, traça o futuro.  Ficou, também, registado, ser crucial, que tal cooperação opere através dos vários meios de comunicação social e não apenas no domínio do ensino.

O Dr. Ribeiro e Castro alertou para a necessidade – e vantagens! – do trabalho de projeção da língua portuguesa ser desenvolvido, quer através da CPLP[1], quer através da UCCLA[2]. Referiu, ainda, a importância do Movimento 2014 – 800 anos da Língua Portuguesa, o prémio anual de Literatura em Língua Portuguesa, instituído pela UCCLA, enquanto via de excelência para a afirmação de novos talentos da nossa língua, no palco dos países da lusofonia e não só.[3]

Foi lançado o desafio de a cidade da Maia começar a participar na UCCLA, em virtude de estar localizada muito perto do aeroporto, podendo, como tal, servir, facilmente, toda a região norte de Portugal. Neste contexto, o orador deixou perpassar no seu discurso, uma mensagem de audácia, apelando à “ilusión” dos presentes, ou seja, à crença do sucesso, exortando-os a assumirem o sucesso como um dever.

Sensibilizou e emocionou a plateia ao declamar um poema de António Jacinto, poeta angolano, intitulado “Carta de um Contratado”, do qual se transcrevem alguns versos : “Eu queria escrever-te uma carta/ amor, / uma carta que dissesse/  deste anseio/ de te ver/ deste receio/ de te perder/ deste mais bem querer que sinto/ deste mal indefinido que me persegue/ desta saudade a que vivo todo entregue…/ […] Eu queria escrever-te uma carta… / Mas ah meu amor, eu não sei compreender / por que é, por que é, por que é, meu bem / que tu não sabes ler /e eu – Oh! Desespero! – não sei escrever também.  (1961, Luanda).

A segunda intervenção, da luso-angolana Dra. Sandra Freitas, cativou o auditório desde o primeiro momento.  A comunicação centrou-se na mensagem do enriquecimento da CPLP, nomeadamente, no domínio da cooperação académica, v.g., no intercâmbio de estágios, tendo os presentes sido desafiados a tomarem consciência, das mais-valias que poderão resultar do estreitamento das relações dos países de expressão lusófona.

Aludiu à nocividade do preconceito, afirmando que Portugal aproveitará tanto mais, quanto mais próximo se mantiver dos países lusófonos. Fez-nos sentir que é possível fazer mais e melhor, para divulgar a língua portuguesa. Terminou a sua apresentação, lembrando que a língua portuguesa deve servir de elo de ligação entre os povos e de móbil da sua  aproximação.

A concluir os trabalhos o Diretor do Agrupamento de Escolas Gonçalo Mendes da Maia, Eng. Benjamim Sousa, referiu que considera este agrupamento um espaço lusófono, posto que nele coexistem múltiplas nacionalidades que estudam em português: a língua que os une. Em relação à posição de Portugal na CPLP, alertou para o facto de esta dever ser aproveitada como porta de entrada preferencial, no nosso país, para os demais povos e nações do espaço da lusofonia.

No final da sua intervenção, convidou os presentes a lerem o poema de Pedro Homem de Melo, imortalizado pela incontornável voz de Amália Rodrigues, cuja primeira sextilha: “Povo que lavas no rio/ E talhas com o teu machado/ As tábuas do meu caixão/ Pode haver quem te defenda/ Quem compre o teu chão sagrado/ Mas a tua vida não”, bem pode retratar a alma portuguesa.

 

[1]  Comunidade dos Países de Língua Portuguesa

[2] União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa, fundada em 28 de junho de 1985 pelas cidades de Bissau, Lisboa, Luanda, Macau, Maputo, Praia, Rio de Janeiro e São Tomé/Água Grande. A criação da organização é atribuída à iniciativa de Nuno Krus Abecasis, então presidente da Câmara Municipal de Lisboa.

[3] Este prémio, na 4.ª edição, recebeu 799 candidaturas de todos os países de língua portuguesa e, ainda, de Alemanha, Espanha, França, Itália, Suíça, Reino Unido, Austrália, Japão e China/Macau. O vencedor do Prémio 2019 é António Pedro Correia, com a obra “Praças”, de nacionalidade portuguesa. As duas Menções Honrosas foram atribuídas pelo Júri a João Pedro de Oliveira (“Alexandria”) e José Maria Nascimento (“Cidade das Cinzas”), respetivamente de nacionalidade portuguesa e brasileira.

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